Aumento da temperatura do mar eleva índice de branqueamento dos corais em Alagoas

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Muitas colônias de corais morreram, inclusive, de espécies ameaçadas de extinção. Aumento da temperatura do mar eleva índice de branqueamento dos corais, em AL
No litoral de Alagoas, pesquisadores constataram um alto índice de branqueamento de corais por causa das altas temperaturas do mar. Muitas colônias de corais morreram, inclusive, de espécie ameaçada de extinção.
Em uma expedição emergencial nos recifes da área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) ficaram surpresos com o que registraram no fundo do mar. Colônias de corais foram diagnosticadas com branqueamento.
Os mergulhadores foram realizados no município de Maragogi, um dos mais belos cartões postais do Litoral Norte de Alagoas. Essa foi a primeira pesquisa de campo na área desde o início da pandemia da Covid-19. O branqueamento foi registrado na zona de preservação da vida marinha, que é uma área fechada, apenas pessoas autorizadas podem entrar, e também nas zonas de visitação turística, as famosas piscinas naturais.
Segundo os pesquisadores, esse fenômeno está diretamente ligado às mudanças climáticas. Os corais não estão resistindo ao calor. Segundo os pesquisadores, há 35 anos, a temperatura do mar na região não passava dos 28ºC. Mas, no primeiro semestre deste ano, já atingiu o pico de 32ºC.
“Como já era sabido do aquecimento, nesse período, das águas, já tínhamos uma previsão de constatar o branqueamento, mas não da forma como foi registrado”, diz Andrei Cardoso, analista ambiental da APA Costa dos Corais ICMBIO.
“Esse evento do branqueamento foi, provavelmente, o mais intenso aqui na região desde 1985. Os dados de imagens de satélites e de sensores de temperaturas mostram que o aquecimento das águas aqui na região teve um pico nesse ano de 2020, provavelmente o mais quente, nas últimas décadas na região. Isso provocou uma mortalidade alta de corais”, afirma Pedro Pereira, pesquisador da APA Costa dos Corais ICMBIO.
Os efeitos do branqueamento foram implacáveis. O coral-de-fogo teve uma mortalidade de quase 70%. Já o coral cérebro, espécie ameaçada de extinção, o índice de morte foi de 40%.
“Eles podem branquear e acabar retornando com saúde no final, mas é importante que esse monitoramento seja de forma efetiva e continue aí nos próximos meses,” reforça Pedro Pereira.
A área de proteção tem 25 km de extensão, entre os municípios de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, e Maceió, Alagoas. É a maior unidade de conservação federal Costeiro-Marinha do Brasil, com mais de 400 mil hectares.
Aumento da temperatura do mar provocou branqueamento dos corais em Alagoas
Reprodução/Jornal Hoje
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