Governo de AL diz que nenhum medicamento será descartado no tratamento da Covid-19, mas que decisão é dos médicos

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Afirmação foi feita em entrevista coletiva online, no mesmo dia em que o Ministério da Saúde mudou protocolo para uso da cloroquina em pacientes com o novo coronavírus. Renan Filho, governador de Alagoas, durante entrevista coletiva online
Reprodução/Facebook
Após a mudança do protocolo do Ministério da Saúde sobre o uso de cloroquina para o tratamento da Covid-19, que autoriza o uso até em casos leves, o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), afirmou que nenhum medicamento será descartado, mas que a avaliação sobre aplicar ou não em qualquer paciente deve ser dos médicos.
“Todos os medicamentos que estão disponíveis para o tratamento da Covid-19 são utilizados, o Estado não tem nenhum interesse de restringir nenhum medicamento, muito pelo contrário, a gente quer tratar o quanto antes todas as pessoas, mas quem receita o medicamento é o médico, não é o governador Renan, o secretário [da Saúde] Alexandre Ayres, quem receita o medicamento é o médico. Se na receita médica tiver qualquer medicamento que o estado possua, o estado entrega o medicamento ao cidadão e nós estamos trabalhando duramente pra abastecer ainda mais Alagoas com todos esses medicamentos”, disse Renan Filho.
A afirmação foi feita durante durante entrevista coletiva online realizada na noite de quarta-feira (20), onde o governador de Alagoas informou também que solicitou mais remessas de azitromicina e hidroxicloroquina ao governo federal.
O presidente Jair Bolsonaro defende o uso da cloroquina no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. Mas não há comprovação científica de que esse remédio seja capaz de curar a Covid-19. Estudos internacionais não encontraram eficácia no medicamento, e a Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda a utilização. O protocolo da cloroquina foi motivo de atrito entre Bolsonaro e os últimos dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. No intervalo de menos de um mês, os dois deixaram o governo.
“O secretário Alexandre Ayres solicitou mais remessas de medicamentos, especialmente de azitromicina e hidroxicloroquina, que são os dois medicamentos mais utilizados para o tratamento de Covid-19. O Ministério da Saúde mudou a sua regulamentação para o uso de cloroquina e estamos reunidos com a sociedade de infectologista permanentemente para decidir qual é o caminho que vamos seguir no estado”, afirmou Renan Filho.
Procedimento ratificado pelo secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, que também participou da entrevista coletiva junto ao governador.
“Temos tentado adquirir esses medicamentos junto aos laboratórios nacionais pra que a gente faça essa dispensação sempre a critério médico. Quem decide essa dispensação ou não são os médicos. Eles são os especialistas e as pessoas mais preparadas e capacitadas para decidir se aquele paciente pode fazer uso daquele tipo de medicamento ou não”, disse o secretário da Saúde.
Além disso, o governador afirmou que as pessoas devem ser internadas cada vez mais cedo em Alagoas, para garantir uma recuperação mais rápida. “O que é certo é que vamos aumentar a precocidade do tratamento e internamento em leito clínico. Porque isso ajuda a salvar mais vidas, ajuda a menos pessoas precisarem de leitos de UTI”.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que recomendou o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina desde o dia 15 de abril para o tratamento de pessoas com Covid-19 (leia na íntegra após o vídeo abaixo).
Especialistas criticam a nova orientação do Ministério da Saúde para o uso da cloroquina
Leia abaixo a nota da Sesau:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que, desde o último dia 15 de abril, recomendou o uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina em pacientes internos nas unidades de saúde estaduais e que estão em tratamento da Covid-19, após assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), seja por parte do usuário ou de seus responsáveis. Ressalta que a medida, descrita na Portaria Nº. 3.264 e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), foi baseada na orientação da Sociedade Alagoana de Infectologia, que prevê o uso moderado em pacientes extremamente graves, uma vez que a eficácia ainda é objeto de estudos.
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