Hospital Geral de Alagoas faz apelo para que máscaras não sejam utilizadas indevidamente

0
9


OMS não recomenda máscaras cirúrgicas se não há sintomas relacionados à Covid-19. Aumento da procura pelo equipamento reduz estoque para quem realmente precisa. Profissionais do HGE utilizam máscaras durante plantões no hospital
Thallysson Alves/Ascom
Um recurso bastante utilizado por quem tenta se prevenir do novo coronavírus durante a pandemia é a máscara. Mas, nesta quinta-feira (2), o Hospital Geral do Estado (HGE) fez um apelo aos alagoanos para que as máscaras cirúrgicas não sejam utilizadas indevidamente como medida de prevenção ao novo coronavírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a utilização das máscaras em pessoas que não apresentam sintomas relacionados à Covid-19. Mas mesmo assim muita gente foi às lojas e comprou várias. Não é difícil encontrar pessoas usando máscara cirúrgicas nas ruas, nos ônibus, nos supermercados.
Alagoas confirmou 18 casos e 1 morte por coronavírus até quarta (1)
Como se prevenir do coronavírus?
Coronavírus: veja perguntas e respostas
A compra excessiva das máscaras por quem não precisa acaba provocando uma baixa no estoque das lojas que também vendem para os hospitais e para as clínicas do estado. Por isso, o HGE orienta aos alagoanos que evitem desperdiçar máscaras e desviar sua finalidade.
De acordo com a Gerência do HGE, tem sido adotada a medida da entrega reduzida do equipamento porque isso ajuda a manter o estoque, garantindo a proteção do profissional de saúde e dos que chegam ao hospital com doenças crônicas ou gripe. É recomendado que pessoas que prestem atendimento aos infectados, incluindo parente, também usem as máscaras.
“Evidências da OMS demonstram que o uso de máscaras faciais só demonstra eficácia na proteção de pessoas que auxiliem doentes. A recomendação aos demais é lavar constantemente as mãos com água e sabão (reservando o uso do álcool gel somente para quando isso não for possível), fugir de ambientes com aglomeração de pessoas, evitar o contato desnecessário e praticar a etiqueta respiratória (ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos)”, afirma o pneumologista Luiz Claudio Bastos.
Aos profissionais da saúde, a orientação do HGE é que usem a máscara cirúrgica somente para realizar triagem e para ajudar os pacientes que não apresentam risco de contaminação por aerossol. O avental, os óculos ou protetor facial e as luvas são indicadas para coletas, assistência com e sem risco de contaminação pelo ar, e atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“A pessoa pode ser infectada tocando na máscara contaminada usada e levando as mãos até as mucosas, como: olhos, boca e nariz. Isso pode acontecer se não souber como tirá-la corretamente, se não respeitar o período de validade do fabricante e se não descartar corretamente no lixo. Se não tiver esses cuidados, alinhados aos outros já mencionados, pouco estaremos fazendo evitar o contágio de mais pessoas”, concluiu Bastos.
Initial plugin text

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here