MP-AL oferece denúncia contra pai acusado de estuprar e matar o próprio filho de dois meses

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Promotora Dalva Tenório disse que laudo do IML comprova que criança foi abusada sexualmente antes de morrer por traumatismo craniano. Homem deve ir a júri popular. MP-AL oferece denúncia contra pai acusado de estuprar o filho
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) ofereceu denúncia na quinta-feira (10) contra o pai acusado de estuprar e matar o próprio filho de apenas dois meses. Ele foi preso em flagrante no dia 1º de setembro, após a morte da criança.
De acordo com a promotora Dalva Tenório, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou que a criança morreu de traumatismo craniano e que ela foi abusada sexualmente.
“O bebêzinho tinha lacerações do sacro escrotal, no pênis e em todas as partes do corpo. Ele foi abusado e morto pelo pai”, disse a promotora.
Ainda segundo Dalva, José Alexandre da Silva vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável, contra o bebê e a mãe da criança, que tem apenas 13 anos. Segundo a lei brasileira, manter relações sexuais com menores de 14 anos é crime e homicídio qualificado.
“Ele vai responder pelo crime de estupro contra a mãe do bebê. Inclusive, ela relata que apanhava muito, ele era muito agressivo. Nós não temos dúvidas de que ele queria matar aquela criança”
Após a sentença de pronúncia, o processo vai para a Vara do Júri para o julgamento popular.
Vizinha ouviu choro do bebê e o socorreu
O bebê de apenas dois meses morreu no dia 1º de setembro. Uma vizinha contou que ouviu um choro muito forte e foi até a casa. Ao chegar ao local, ela viu o pai com o bebê, que estava roxo.
Ela disse que o pai afirmou que a criança caiu da cama. A vizinha pegou o bebê no colo e levou para a Unidade de Pronto Atendimento, mas ele já chegou morto. Os médicos viram as lesões e chamaram a polícia e o Conselho Tutelar.
De acordo com o delegado Eduardo Mero, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o pai lavou o colchão e o lençol na tentativa de encobrir o crime. A informação sobre o lençol e o colchão foi passada para a polícia por vizinhos da família logo após o crime. Os policiais que foram ao local entraram na casa e constataram que eles ainda estavam úmidos.
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