PMs de Alagoas com Covid-19 estão internados e respiram com ajuda de aparelhos

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Associação de Praças diz que sete PMs estão com coronavírus e dois aguardam resultados de exames Policiais Militares estão em contato direto com pessoas nas ruas, em operações policiais e ações para fazer cumprir Decreto de Emergência
Divulgação/ Secom PM-AL
A Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Alagoas (Aspra/AL) informou nesta sexta-feira (24) que sete policiais militares estão com Covid-19 e outros dois aguardam resultados de testes. De acordo com a associação, dos militares que testaram positivo, três estão em UTIs de hospitais particulares de Maceió, dois deles respirando com ajuda de aparelhos.
Segundo o presidente da Aspra/AL, sargento Wagner Simas, os dois PMs que respiram com ajuda de aparelhos são da ativa e o terceiro que está na UTI em estado grave é da reserva remunerada. Os outros policiais com Covid-19 foram afastados do trabalho e estão isolados em casa.
De acordo com a Associação, os dados foram obtidos por meio da Diretoria de Saúde da Polícia Militar e de consulta aos associados.
Policiais e outros profissionais da Segurança Pública podem fazer os testes rápidos para Covid -19 no Centro Hospitalar da PM, no Centro de Maceió.
A Aspra/AL e a Caixa Beneficente de Alagoas acionaram a Justiça do Trabalho para cobrar que o estado forneça Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos policiais e bombeiros. A juíza titular da 9ª Vara do Trabalho de Maceió, Alda de Barros Araújo Cabús, determinou que o estado forneça os materiais de proteção no prazo de 48 horas, contados de quinta (23).
As direções da associação e da Caixa Beneficente disseram que receberam denúncias de que os militares em atividade estão correndo riscos de contágio por causa da falta de equipamentos.
“Os militares estão enquadrados nos serviços essenciais, expostos diretamente à contaminação. Até agora, eles não receberam qualquer apoio relativo ao fornecimento dos EPIs básico, sequer os mínimos possíveis (luvas, máscaras, álcool 70%) para redução dos riscos de infecção diminuindo a probabilidade de levar para suas casas e contaminar suas famílias”, disse Wagner Simas.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar e aguarda retorno sobre a falta de EPIs.
O presidente da Aspra/AL afirma que o risco de os policiais se contaminarem com o coronavírus são altos já que eles são obrigados a se aproximaram de pessoas durante as abordagens nas ruas, em atendimento de ocorrências, nas delegacias e na condução de presos.
O presidente da Caixa Beneficente, major José Alberto da Silva, disse que o Comando da Polícia Militar expediu uma norma interna aconselhando os PMs a lavarem a farda, limparam o armamento com álcool gel, usarem luvas e máscaras, mas esses materiais não estão sendo disponibilizados para todas as equipes.
“Os policiais saem as ruas à mercê do perigo. Uma ou outra viatura tem máscara e outras o gel, mas a maioria não tem recebido os equipamentos obrigatórios”, disse o major.
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